Poríferos: características, reprodução e tipos

Fala galerinha, tudo bem com vocês?

Nesta aula vamos falar sobre os poríferos, ou esponjas, que são animais aquáticos que vivem no substrato marinho. Venha aprender sobre suas características, reprodução e tipos.

Vamos lá?

Os poríferos são organismos que para você talvez parecem plantas, mas na verdade não são. Estão classificados no Reino Animal, mas não tem uma organização corporal como outros animais, como por exemplo os mamíferos.  

As esponjas do mar tem seu corpo coberto por poros. E para lembrar dessa informação você pode olhar para o nome do filo: Porifera.  “Pori” faz referência aos poros, e “fera” significa que eles são portadores de poros. Vivem fixos no substrato marinho e podem ser encontrados nos recifes de corais. 

Os recifes de corais são  identificados como berçários da vida marinha. Serve de fonte de alimento e abrigo para diversas espécies. Além de ser um local favorável para que peixes e outros organismos se reproduzam. 

 

Características dos poríferos 

Estes são os animais mais simples que existem no reino animal. Seu corpo não apresenta tecidos verdadeiros na sua estrutura. Ou seja, uma esponja é um simples aglomerado de células. Apesar dessa aparente independência entre as células, elas contribuem uma para a sobrevivência da outra. 

Se um dia você tiver a oportunidade de mergulhar e ver um recife de coral vai perceber que as esponjas não ficam trocando de lugar, ou seja, não se movimentam. Por isso dizemos que são organismos sésseis, passam toda a sua vida fixos no substrato. E portanto não tem hábitos predadores, não podem se movimentar na busca por presas como outros animais. 

Para obter seus nutrientes realizam a filtração. Filtram a água do mar que entra pelos seus poros e retém as partículas que podem ser utilizadas como fonte de energia para que se mantenham vivos. 

Outra curiosidade sobre este grupo de animais é que tem capacidade de regeneração. Caso um pedaço do corpo da esponja morra ou caia, ela crescerá. Dessa maneira a parte perdida é reposta. 

Leia sobre as características gerais dos animais aqui. 

 

A Estrutura Corporal dos Poríferos

O formato corporal dos poríferos pode variar, mas geralmente lembra um cilindro com a parte central oca e paredes com poros. No topo há uma abertura para o meio externo que recebe o nome de ósculo. 

anatamia-interna-esponja
Anatomia Interna de uma Esponja

 

Legenda: A estrutura corporal das esponjas 

Os poros presentes são formados por estruturas denominadas porócitos. E são essenciais para a circulação de água durante a filtração. A água entra no corpo da esponja pelos poros, os nutrientes são retidos e o líquido restante é eliminado pelo ósculo, abertura da cavidade central (átrio ou espongiocele). O processo de circulação de água no interior das esponjas nunca é interrompido. 

Ao realizar um corte no corpo das esponjas vamos perceber a existência de duas camadas de células que são separadas pelo mesoílo, uma camada com consistência gelatinosa.  Os pinacócitos são as células achatadas que compõem a camada mais externa, formam a pinacoderme (não é um tecido). 

No mesoílo encontram-se células denominadas amebócitos, que se movimentam com a emissão de pseudópodes (falsos pés). São células especializadas no transporte de  nutrientes para outras células da esponja. Além disso, produzem os elementos que formam o esqueleto da esponja, as espículas do mesoílo. 

Uma curiosidade sobre as espículas: seus formatos são tão diferenciados que podem ser utilizadas para identificar espécies de esponjas entre as mais de 8 mil que já são conhecidas. Estas estruturas podem ser compostas por sílica ou calcário. Além das espículas, o material esquelético também apresenta em sua composição fibras de espongina. 

 

Espículas-de-Acervochalina-copperingi 
Espículas de Acervochalina copperingi

 

Observe novamente a imagem que mostra a estrutura corporal das esponjas. Em destaque está presente uma célula denominada coanócito. Em uma das suas extremidades, mais especificamente na que está voltada para a espongiocele, há um flagelo. Esta estrutura é que permite a manutenção do fluxo de água no interior da esponja, essencial para a obtenção dos nutrientes. Ao redor do flagelo há uma estrutura denominada colar, que recebe esse nome por envolvê-lo. Os coanócitos são responsáveis pela captura do alimento. 

Tipos  de esponjas 

As esponjas apresentam uma grande diversidade de tamanhos e cores. Mas a sua estrutura corporal pode ser classificada nos 3 tipos a seguir (do mais para o menos complexo): 

  1. Lêucon: também conhecido como leuconoide. É o formato corporal mais complexo, o corpo apresenta pregas e diversos canais. A espongiocele tem tamanho reduzido. 
  2. Sícon:  a organização também é relativamente complexa, as paredes têm dobras, os coanócitos estão nos canais radiais, não revestimento a espongiocele.  Também podem ser identificados como siconoides. 
  3. Áscon: é o tipo morfológico mais simples, os poros chegam diretamente na espongiocele. Costumam ser menores. 

 

A reprodução dos poríferos 

As esponjas podem se reproduzir por processos sexuados, que pela participação de gametas garantem a variabilidade genética, ou por processos assexuados, sem gametas e sem variabilidade. 

A reprodução assexuada pode ser de dois tipos: 

  1. Brotamento: nas esponjas podem se formar brotos na lateral do corpo. O broto pode se desligar ou permanecer fixado. Quando se desliga do corpo que o originou passa a se desenvolver e uma nova esponja independente é formada. Esse tipo de reprodução favorece a formação dos recifes de corais. Como não há variabilidade genética, o novo organismo formado é um clone do organismo que o origina. 
  2. Gemulação: este tipo de reprodução é comum quando as condições ambientais em que a esponja se encontra não são favoráveis para a sua sobrevivência. As gêmulas são estruturas de resistência que apresentam um envoltório protegendo células indiferenciadas. Quando o ambiente for novamente favorável o envoltório se rompe e as células se multiplicam e se diferenciam formando uma nova esponja. Esse processo acontece com frequência em esponjas de água doce. 

 

As esponjas são organismos hermafroditas. Ou seja, o mesmo organismo produz gametas masculinos e femininos. Como as esponjas não tem tecidos, os testículos e ovários estão ausentes. A produção dos gametas depende  da diferenciação dos coanócitos ou amebócitos em  espermatozoides e óvulos.  A esponja produz os gametas masculinos na água, e estes saem pelo ósculo. Com seus flagelos podem nadar até outras esponjas da mesma espécie, alcançar os óvulos no seu interior e fecundá-los. Após a fecundação formam-se as larvas livres natantes. Quando elas encontram um local favorável fixam-se ao substrato e crescem, formando um novo organismo adulto. 

 

No passado, esses organismos eram coletados do ambiente marinho e secavam ao Sol. Eram então utilizados como esponjas de banho. Hoje em dia são utilizados esponjas sintéticas para preservar a vida desses organismos e os recifes de corais. 

 

Esponja Marinha
Esponjas marinhas utilizadas para banho.

 

Atualmente a biodiversidade de esponjas é explorada na busca de novos medicamentos para tratamento de infecções bacterianas, virais ou causadas por protozoários. Já foram isoladas substâncias com capacidade de reduzir resposta antiinflamatória e com potencial de combater células cancerígenas. 

 

Veja a minha aula sobre os poríferas:  

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Espero que este post tenha ajudado você a entender mais sobre as esponjas. E se você quiser ver mais conteúdos bacanas sobre Biologia, não se esqueça de visitar o meu blog!

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Professor Samuel Cunha

Professor Samuel Cunha

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2 comentários

  1. Seu material é excelente! Já acompanho vc no Youtube e no Facebook. Te considero um excelente professor! Parabéns!

  2. Não tenho palavras para agradecer, mais digo que és um dos melhores biólogos do mundo,Ajudou-me bastante a perceber alguns conceitos.muito obrigado.

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