Por que a Floresta Amazônica é tão valiosa?

Todos estamos familiarizados e nos encantamos com as maravilhas da Amazônia: seus imensos rios sinuosos, suas árvores gigantescas, seus pássaros coloridos. Mas, diante do contexto socioambiental atual, com a maior floresta tropical do mundo em chamas na era das fake news, a exposição de fatos com base científica se fazem cada dia mais importantes para entendermos porque, afinal, a Amazônia é tão valiosa.

A Floresta Amazônica se estende por uma área de mais de 4 milhões de km², o equivalente a cerca de oito vezes a área da Região Sul, e compreende a maior biodiversidade em florestas tropicais do mundo. É nesse bioma que são encontradas cerca de 40 mil espécies de plantas, 1,3 mil espécies de aves e 300 espécies de mamíferos (ICMBio).

                                                                      Área total da Floresta Amazônica (Wikipedia)

Mas a Floresta não tem importância apenas para a conservação da biodiversidade: justamente devido à sua vasta extensão e altas taxas de umidade, ela é responsável pelo regime de chuvas de grande porção do território brasileiro. Afinal, não é à toa que o termo em inglês para floresta tropical significa “floresta chuvosa” (rainforest). Toda a umidade da floresta vem dos oceanos, mas se quando a umidade oceânica encontra a terra ela precipita, como pode ter tanta água no interior do continente?

A resposta são os imensos bombeadores de água do lençol freático que conhecemos como árvores. Elas, pelo mecanismo da evapotranspiração, são responsáveis por jogar para a atmosfera cerca de 20 bilhões de toneladas de água por dia. Ou seja, se existe chuva em toda a extensão da floresta, é porque ela mesma cria a chuva.

Como mencionado mais acima no texto, a umidade amazônica não é restrita à ela, mas se espalha pelo continente. Sem a água vinda da floresta, os famosos rios voadores, toda a região entre os Andes, Cuiabá, São Paulo e Buenos Aires seria árida. Essa área se encontra em uma região mediana entre os trópicos. São nessas mesmas latitudes em que estão localizados os maiores desertos do mundo.

                          Maiores regiões áridas do mundo. Circulada região de possível aridez na América do Sul.

A distribuição padronizada dos desertos no globo ocorre devido às Células de Hadley, um modelo de circulação fechada do ar na atmosfera. O modelo foi proposto no início século XVIII por George Hadley, um advogado e meteorologista amador, que estava insatisfeito com as explicações existentes na época para os ventos alísios.

O que acontece é que nos trópicos, onde há maior incidência solar, o ar úmido esquenta e sobe. Ele então é “empurrado” para latitudes maiores por mais ar que continua esquentando e subindo na atmosfera. A medida que o ar se desloca pelo continente, vai perdendo umidade e calor, se tornando mais pesado. Em um dado momento, o ar desce seco. É exatamente nessas alças de subsidência em que se encontram os grandes desertos nas latitudes medianas entre os trópicos.

Esquemas das Células de Hadley.

Então, podemos afirmar que a Floresta Amazônica evita que as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul sejam um grande deserto, e é aí que mora um dos maiores problemas do desmatamento. Sem a Amazônia, grandes áreas de importância econômica deixariam de ser produtivas, além da alteração brusca no ambiente ser insustentável para uma imensa porção das espécies brasileiras.

Deixo aqui um link de um vídeo da Fapesp com Antônio Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE) para quem quiser se aprofundar mais um pouco no assunto:


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Fontes:

INPE, ICMBio, Fapesp

Colaboração: Natália Schueda

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Professor Samuel Cunha

Professor Samuel Cunha

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5 comentários

  1. Não achei o link da FAPESP. Onde está o link?

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