Híbridos – Vantagem ou Desvantagem?

Recentemente, cientistas chineses conseguiram criar um ser híbrido de humano e macaco. No estudo, liderado pelo cientista espanhol Juan Carlos Izpisúa, os pesquisadores modificaram embriões de macaco e injetaram células humanas capazes de gerar qualquer tipo de tecido, as células-tronco. No caso do experimento, o híbrido não chegou a nascer, pois segundo Izpisúa, os próprios pesquisadores interromperam a gestação.

Em 2017, Izpisúa e sua equipe já tinham criado embriões híbridos de camundongos e ratos. Os genes de embriões de camundongo responsáveis pelo desenvolvimento do coração, olhos e pâncreas foram desativados através da técnica CRISPR, e depois, foram introduzidas células-tronco de rato, capazes de gerar esses órgãos.

Ainda um assunto polêmico, a hibridização apresenta vantagens e desvantagens. Segundo alguns especialistas na área, o experimento é importante para que animais de outras espécies possam, no futuro, servir como produtores de órgãos para transplantes. Mas outros especialistas alertam para a questão ética que envolve a criação de híbridos que envolvam células humanas.

No entanto, quando o processo ocorre naturalmente, ele pode trazer benefícios evolutivos. No caso do homem moderno, por exemplo, fomos capazes de colonizar latitudes mais elevadas por conta da hibridização com neandertais, nossos parentes mais próximos e já extintos.

Um caso muito conhecido, é o cruzamento entre  uma égua (Equus caballus) com um jumento ( Equus asinus). Esse cruzamento origina um híbrido, a mula (Equus mullus), um animal dócil, estéril e resistente. Essa hibridização é natural, assim como é o caso do cruzamento natural entre espécies de orquídeas da Mata Atlântica. Outro caso conhecido, é o  urso Grolar, mistura entre o urso polar e o urso marrom, é um tipo de híbrido que pode ser encontrado na natureza. Eles têm características genéticas semelhantes, mas vivem em habitat naturais distantes. Acontece que, com o derretimento do Ártico, os ursos polares estão migrando para o território dos ursos marrons e o resultado disso é que as espécies passaram a cruzar entre si.

Essa hibridização natural é a possibilidade de espécies de plantas e animais geneticamente próximos entre si cruzarem naturalmente e gerarem híbridos férteis. Um mecanismo de formação de novas espécies que vem ganhando reconhecimento entre os pesquisadores.

Antes essa ideia era pouco aceitável porque, em geral, espécies diferentes apresentam número distinto de cromossomos, estruturas no interior das células que contêm os genes. Essa diferença poderia inviabilizar o desenvolvimento do embrião, já que cada cromossomo que veio do macho precisa estar alinhado com um equivalente que veio da fêmea na hora de a célula fertilizada se dividir. Sem esse alinhamento, na maior parte das vezes a célula não se reproduz e morre. Mas há exceções, que parecem ser menos raras do que se imaginava. O cruzamento entre plantas – ou animais – de espécies próximas pode gerar seres que, apesar de híbridos, são férteis, ainda que na fase inicial de multiplicação celular alguns cromossomos não encontrem o respectivo par.

Só a genética não basta para reconhecer os híbridos férteis. Eles agora são identificados com relativa facilidade porque, além de comparar o número de cromossomos, os especialistas examinam, inicialmente, os aspectos mais visíveis dos ambientes onde os híbridos e as espécies que lhes deram origem vivem. Depois entram na história da paisagem, estudando os mapas geológicos e de variações climáticas, que indicam se deslocamentos de blocos de rochas, tremores de terra ou variações prolongadas de chuva ou temperatura aproximaram ou afastaram populações de plantas ou animais, beneficiando ou não a formação de novas espécies. Se tiverem tempo e condições ambientais favoráveis, esses híbridos podem gerar espécies diferentes das que lhes deram origem.


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Fontes: Revista Galileu, Super Abril e Revista Pesquisa
Colaboração: Prof. Wanessa Mazanek Souza (Bióloga)

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Professor Samuel Cunha

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